
Obras do pintor alemão, Johan Moritz Rugendas (1802-1858), que retratou o Brasil durante a expição coordenada pelo Cônsul-geral da Rússia, Barão de Langsdorff, em 1821, poderão ser apreciadas na exposição "Runedas: um olhar inaugural", a partir desta terça-feira, no Centro Cultural da Justiça Federal. A exposição, que terá 50 litogravuras, faz parte das comemorações aos 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil.
A passagem de Rugendas pelo Brasil foi marcante. Morou por dois anos no Rio de Janeiro, na casa do Barão Marschall. Depois de se desentender com o chefe da expedição, Rugendas abandonou o projeto oficial e passou a viajar sozinho. Voltou à Europa em 1825, levando 500 desenhos e cerca de 70 quadros. Depois disso, visitou vários países das Américas, e retornou ao Brasil em 1845, depois de sua estada no Chile. Permaneceu no Brasil por mais um ano e, após passar por Salvador e Recife, voltou à Europa.
Livros
A América de Rugendas
"A abrangência temática de sua obra tem características enciclopédicas e, segundo as palavras do próprio artista, seu projeto consistia em tornar o mundo americano conhecido na Europa. O obra de Rugendas é pioneira na medida em que apreende a geografia de forma integral, observando tanto a topografia quanto os detalhes da vida vegetal, animal e humana próprias de cada região. Em todos os países que vi
sitou, Rugendas não limitou-se apenas a uma visão global de viajante circunstancial, mas também engajou-se e logrou "ver do interior" a vida das jovens sociedades americanas. Daí que seus desenhos nos oferecem um valioso conteúdo histórico, rico em detalhes, abrangendo um horizonte amplo e que não se esgota numa informação pontual ou anedótica.
sitou, Rugendas não limitou-se apenas a uma visão global de viajante circunstancial, mas também engajou-se e logrou "ver do interior" a vida das jovens sociedades americanas. Daí que seus desenhos nos oferecem um valioso conteúdo histórico, rico em detalhes, abrangendo um horizonte amplo e que não se esgota numa informação pontual ou anedótica.Os estudos apresentados em A América de Rugendas revelam novas facetas e documentos sobre a vida e a obra do artista-viajante. Em particular trazem-nos à tona pormenores dos seus primeiros contatos com o Brasil, assim como, através de obras recém-descobertas e aqui pela primeira vez publicadas (inéditas mundialmente, até então), revelam o desenvolvimento de sua recepção da América" (Maria de Fátima Costa e Pablo Diener).

Viagem Pitoresca Através do Brasil
Dentre os estrangeiros ilustres, que ligaram para sempre seu nome ao Brasil, não podia deixar de figurar, em primeiro plano, o grande artista alemão Rugendas, que viajou a esmo por nossas terras e fixou em talvez meio milhar de pranchas, cenas de nossa vida e nossos costumes. Conhece-se pouco sobre a vida de Rugendas. Sabe-se que era de uma família de artistas, tendo como mestre seu próprio pai. Já devia ter certo renome na Alemanha, pois com menos de 30 anos foi convidado a integrar, como desenhista, a missão Langsdorff. Ao que tudo indica, desentendeu-se com o chefe e pôs-se a viajar por conta própria. Não fez propriamente uma descrição de sua viagem, mas um longo estudo geral sobre as condições do Brasil, com muitas observações pertinentes, e algumas
idéias obscuras e erradas. Em compensação, ai estão as pranchas, nada obscuras, e de valor inestimável. (Fonte: Site Submarino)
Dentre os estrangeiros ilustres, que ligaram para sempre seu nome ao Brasil, não podia deixar de figurar, em primeiro plano, o grande artista alemão Rugendas, que viajou a esmo por nossas terras e fixou em talvez meio milhar de pranchas, cenas de nossa vida e nossos costumes. Conhece-se pouco sobre a vida de Rugendas. Sabe-se que era de uma família de artistas, tendo como mestre seu próprio pai. Já devia ter certo renome na Alemanha, pois com menos de 30 anos foi convidado a integrar, como desenhista, a missão Langsdorff. Ao que tudo indica, desentendeu-se com o chefe e pôs-se a viajar por conta própria. Não fez propriamente uma descrição de sua viagem, mas um longo estudo geral sobre as condições do Brasil, com muitas observações pertinentes, e algumas
idéias obscuras e erradas. Em compensação, ai estão as pranchas, nada obscuras, e de valor inestimável. (Fonte: Site Submarino)Obras furtadas da Biblioteca Mário de Andrade ainda não foram encontradas
Em setembro de 2006, 58 gravuras do artista foram roubadas da biblioteca Mário de Andradde, em São Paulo. A quadrilha, que atuava roubando obras de arte em diversos estados brasileiros para vender o material para a Europa, Estados Unidos e Argentina, foi presa no Rio de Janeiro, em setembro do ano passado. Na operação da Polícia Federal, foram recuparedas algumas litogravuras de Rugendas, roubadas da biblioteca Mário de Andrade, mas a maioria das obras furtadas ainda estão desaparecidas.
Indico a leitura da pesquisa acadêmica de Iohana Brito de Freitas sobre o assunto
Associação Nacional de História – ANPUH XXIV SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA - 2007
Construindo o Outro: Categorias de Identificação nas Viagens Pitorescas de Jean Baptiste Debret e Johann Moritz Rugendas
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